· Ricardo Guedes · Africa · 5 min read
Cataratas Vitória Zimbábue
Cataratas Vitória, na fronteira entre Zâmbia e Zimbábue, têm 1.600 m de largura e 108 m de altura. Veja quando ir, como chegar e o que fazer.

As Cataratas Vitória ficam na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbábue e desaguam sobre o rio Zambeze. Também chamada de Victoria Falls, essa queda d’água tem cerca de 1.600 metros de largura e mais de 108 metros de altura, o que a coloca entre as sete maravilhas naturais do mundo e como Patrimônio da Humanidade da UNESCO.
O local oferece atividades que vão muito além de observar as cataratas, como rafting, safári e a Devil’s Pool, o que faz do destino uma boa escolha para quem gosta de natureza e esportes radicais.
Em qual país ficam as Cataratas Vitória?
As Cataratas Vitória ficam entre dois países: Zâmbia e Zimbábue, divididas pelo curso do rio Zambeze. Do lado do Zimbábue, o acesso é pela cidade de Victoria Falls, colada ao parque. Do lado da Zâmbia, o acesso é pela cidade de Livingstone. As cataratas fazem parte de dois parques nacionais distintos: o Parque Nacional Mosi-ao-Tunya, na Zâmbia, e o Parque Nacional Victoria Falls, no Zimbábue.
Quando ir às Cataratas Vitória?
Os níveis de água das Cataratas Vitória mudam de forma drástica no decorrer do ano, o que influencia diretamente na oferta de atividades e passeios na região.
A temporada de chuvas ocorre entre fevereiro e junho. Quem visita nesse período vê as cachoeiras no seu auge, com um grande volume de água, o que é inesquecível.
No entanto, por causa dessa grande quantidade de água e dos respingos que saltam, fica mais complicado ver as cataratas de pertinho nessa época.
Já na época de seca, que ocorre entre setembro e janeiro, as cataratas não estão no auge de sua beleza, mas ainda proporcionam boas experiências, principalmente para quem quer combinar a visita com outras atividades.
É nessa época do ano que também há mais o que fazer na região, como conhecer outros destinos próximos ou fazer rafting nas próprias Cataratas Vitória.
As Cataratas Vitória valem a visita em qualquer época do ano, mas cada estação oferece uma experiência diferente: mais volume de água na cheia, mais atividades na seca.
Como chegar às Cataratas Vitória?
Para chegar às Cataratas Vitória, é preciso escolher entre a entrada pelo Zimbábue ou pela Zâmbia. Pelo Zimbábue, o voo é até a cidade de Victoria Falls, colada ao parque, com trajeto possível até a pé. Pela Zâmbia, o voo é até a cidade de Livingstone, com opção de chegar também de ônibus a partir da Namíbia ou da África do Sul.
A entrada pelo Zimbábue costuma ser considerada mais prática, por isso é a mais escolhida por quem viaja de avião.
O que fazer nas Cataratas Vitória?
As Cataratas Vitória oferecem várias opções de atividades e passeios, mas a maioria não é barata.
Ainda assim, vale aproveitar o máximo possível: veja a seguir as principais opções de passeio na região.
- Cataratas Vitória: a atração principal do local. A entrada no parque é cobrada e o ingresso pode ser comprado na hora, no próprio local.

- Rafting: rafting no rio Zambeze é um dos passeios mais famosos da região. Para quem busca mais adrenalina, existe a opção de rafting nível 5.

- Safári: a oferta de safáris na região das Cataratas Vitória é grande, com passeios que mostram zebras, elefantes e rinocerontes em habitat natural. Para um safári completo, com os “Big 5”, a recomendação é o Parque Nacional Hwange, também no Zimbábue.

- Devil’s Pool: conhecida como “a piscina do demônio”, é uma piscina natural formada à beira do precipício no rio Zambeze. O acesso exige uma trilha por entre pedras, e o passeio é pago à parte, sempre com guia.

Na época de cheias não é possível tomar banho na Devil’s Pool, já que o volume de água tornaria perigosa a proximidade com a queda de mais de 100 metros de altitude.
Onde ficar nas Cataratas Vitória?
As Cataratas Vitória são consideradas o coração da África e ficam dentro de dois parques nacionais: o Mosi-ao-Tunya, na Zâmbia, e o Victoria Falls, no Zimbábue. Do lado do Zimbábue, a cidade de Victoria Falls concentra as melhores opções de hotel, a curta distância do parque, muitas vezes a pé.

O centro turístico da cidade é movimentado e reúne feirinhas e mercados de artesanato local, além de opções de hospedagem para todos os perfis de viagem.
O que comer nas Cataratas Vitória?
Cataratas Vitória é uma cidade turística, mas não é um grande centro urbano, o que limita um pouco a variedade gastronômica.

Ainda assim, dá para experimentar a culinária local. Os pratos típicos do Zimbábue mais fáceis de encontrar são:
- Sadza: purê de arroz ou milho acompanhado de legumes, tradicionalmente comido sem talheres.
- Porridge: versão doce do sadza, comum no café da manhã.
- Mopane worm: prato feito com lagarta, servido em ocasiões festivas.
- Matemba: prato feito com peixe cru servido no molho.
Vida noturna nas Cataratas Vitória
A cidade de Cataratas Vitória tem opções de diversão noturna, mas nada perto de baladas de uma cidade cosmopolita.

A opção mais procurada é o cruzeiro com jantar pelo rio Zambeze, um passeio ao pôr do sol que costuma ser um dos pontos altos da viagem.
Como se locomover nas Cataratas Vitória?
Do aeroporto até o hotel ou pousada, a recomendação é contratar um traslado. As estradas da região não são bem sinalizadas para quem não conhece o local, o que torna o traslado a opção mais segura de deslocamento.
Resumo
As Cataratas Vitória, entre Zâmbia e Zimbábue, são um dos destinos naturais mais completos da África:
- Tamanho: 1.600 metros de largura e mais de 108 metros de altura.
- Quando ir: fevereiro a junho para ver o maior volume de água; setembro a janeiro (seca) para atividades como rafting e passeios de proximidade.
- Como chegar: voo até a cidade de Victoria Falls (lado do Zimbábue, mais prático) ou até Livingstone (lado da Zâmbia).
- O que fazer: observar as cataratas, rafting no rio Zambeze, safári (incluindo o Parque Nacional Hwange) e o Devil’s Pool.
- Onde ficar: cidade de Victoria Falls, com hotéis a curta distância a pé do parque.
Cataratas Vitória combina uma das sete maravilhas naturais do mundo com uma boa oferta de esportes radicais e turismo de natureza.



